Haakon Mosvold Larsen/ EFE
Haakon Mosvold Larsen/ EFE

Eclipse solar raro cobre céu dos Estados Unidos

Fenômeno ocorreu a partir das 13 horas desta segunda-feira, 21

O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2017 | 12h50
Atualizado 21 Agosto 2017 | 21h13

O espetáculo do eclipse total do Sol durou pouco nesta segunda-feira, 21, menos de três minutos, e foi visível apenas na América do Norte, em uma estreita faixa que cortava todo o território dos Estados Unidos, da costa do Oceano Pacífico até o Atlântico. Mas os 12 milhões de americanos que moram nessa área se deslumbraram enquanto o Sol era totalmente encoberto pela sombra da Lua. Segundo o site Great American Eclipse, até 7,4 milhões de pessoas planejavam se deslocar para observar o fenômeno, que não ocorria no país há 99 anos.

No restante da América do Norte, na América Central e na parte norte da América do Sul, o fenômeno apareceu apenas como um eclipse parcial – isto é, o Sol não ficou totalmente encoberto. Ainda assim, em alguns Estados do Norte e do Nordeste, o fenômeno conquistou observadores. Aos 8 anos, o estudante Miguel Costa, do Rio Grande do Norte, desde o início da tarde desta segunda estava preparado com um telescópio para acompanhar o eclipse solar no Parque da Cidade, em Natal. Filho do astrônomo José Roberto Costa, o garoto não conseguia esconder a ansiedade e também não deixava de mostrar aos demais colegas que, sobre eclipse, aprendeu a lição em casa. O tempo ensolarado, com temperatura na casa dos 29ºC, não desanimou o menino.

“É o primeiro eclipse que vou ver e estou muito ansioso”, dizia Miguel, enquanto manuseava o equipamento que refletia a movimentação do Sol e da Lua no espaço, sempre acompanhado do olhar atento do pai. E, quando o Sol começou a ser encoberto pelo satélite natural da Terra, não faltaram expressões de surpresa seguidas de: “Uau, que legal”. A mesma reação podia ser vista, também, entre as cerca de 150 pessoas que acompanharam o fenômeno no mesmo local do garoto. 

Na capital potiguar, de acordo com o astrônomo José Roberto Costa, o Sol seria encoberto pela Lua em torno de 36%. Apesar de não ser considerado um evento raro, o eclipse reuniu curiosos e apaixonados pela astronomia em um ponto ideal para acompanhá-lo em Natal: o Parque da Cidade, complexo de áreas de proteção ambiental, com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, que possibilita uma ampla visão do céu. Com céu limpo e temperatura típica de um dia de verão, o eclipse foi visto com precisão de diversos pontos da cidade. 

No Brasil, os observadores de Macapá (AP) tiveram a melhor visão do eclipse: a fração obscurecida pela Lua chegou a 41%. Em Belém (PA), os observadores notaram até 38%. No Nordeste, na cidade de Fortaleza, até 40% do Sol foi obscurecido pela Lua. Em São Luís, (MA), foi possível notar 39%.

O que é eclipse. Um eclipse do Sol ocorre quando a Lua está alinhada entre o Sol e a Terra. Por causa da distância variável entre o planeta e o satélite, o eclipse pode encobrir totalmente o disco solar – produzindo um eclipse total – ou cobri-lo apenas parcialmente. O Sol tem diâmetro cerca de 400 vezes maior que o da Lua. Mas, como a Lua está cerca de 400 vezes mais próxima da Terra do que o Sol, o tamanho aparente do satélite é semelhante ao do disco solar.

Quando a Lua está mais próxima da Terra, o Sol é totalmente encoberto e o eclipse, total. Vê o eclipse total apenas quem está exatamente sob a “sombra” da Lua – uma estreita faixa de 300 quilômetros. As regiões que ficam a alguns milhares de quilômetros ao norte e ao sul dessa faixa podem observar o eclipse como parcial – como aconteceu nesta segunda-feira em partes do Brasil.

Em alguns casos, quando a Lua está em seu apogeu – isto é, está no ponto de sua órbita que é mais distante da Terra –, seu tamanho aparente não é suficiente para encobrir toda a área do disco solar e o brilho do astro forma um “anel” em torno do satélite natural da Terra. É o chamado eclipse anular. No Brasil, um eclipse total do Sol só poderá ser observado no dia 12 de agosto de 2045, no Norte e no Nordeste. Antes, haverá apenas eclipses anulares. / FÁBIO DE CASTRO e RICARDO ARAÚJO e LAURIBERTO POMPEU, ESPECIAL PARA O ESTADO

Veja como foi a transmissão do eclipse:

 

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