Educação, Medicina e Agronomia concentram pesquisa no Brasil

Em termos de número de pesquisadores, Educação domina o ranking, com quase 10 mil, seguida de Medicina

29 de novembro de 2007 | 16h14

Censo realizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) registrou 76.719 linhas de pesquisa científica no Brasil em 2006. As áreas com maior concentração são Medicina, com 4.928 linhas; Agronomia, com 4.363; Educação, com 3.897; Química, contando com 3.606; e 2.794 linhas na Física.    Veja números comparativos de 200 e 2006   Em termos de número de pesquisadores, Educação domina o ranking, com quase 10 mil, seguida de Medicina, com 7,7 mil. No número de grupos de pesquisa dedicados a cada área, Educação também lidera, e Medicina volta a aparecer em segundo.   Os novos dados mostram que vem ocorrendo uma pequena, mas constante, descentralização regional da pesquisa. Só nos últimos dois anos, enquanto o Sul e Sudeste, juntos, registraram um crescimento de 5% no número de grupos, as regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte cresceram cerca de 17%, destacando-se ainda mais a região Norte, com 21%.   Como conseqüência, a participação percentual dessas três regiões em relação ao Brasil cresceu de 24% para 26%.   Do total de pesquisadores do censo 2006, 48% são mulheres e 52% homens. Essa relação porcentual tem se alterado sempre em favor das mulheres, ou seja, a participação percentual delas vem crescendo.   Responderam ao censo 2006 mais de 21 mil grupos de pesquisa de 403 instituições, englobando 90.320 pesquisadores e 128.969 estudantes. Estes números representam um importante crescimento em relação ao censo anterior, de 2004, quando foram registrados 19 mil grupos e 77 mil pesquisadores.   Dos pesquisadores registrados, 57,5 mil são doutores, representando 64% do total. São cerca de 10 mil doutores a mais que os registrados no censo de 2004.

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