Efeito estufa estimula furacões e ondas de calor

A proliferação de furacões e seu efeito devastador no Caribe e na costa do sul dos Estados Unidos é conseqüência do aquecimento da atmosfera terrestre, provocado pela emissão de gases que produzem o efeito estufa. Esta idéia é compartilhada por pelo menos 80% dos cientistas, que alertam também para o agravamento das ondas de calor no Hemisfério Norte.O Escritório de Estratégias para a Redução de Desastres, um organismo que reúne várias agências especializadas da ONU, considera que já não é mais natural o grau de incidência destes fenômenos. O aquecimento global "afeta a intensidade e a freqüência" dos furacões", diz categoricamente a subdiretora do escritório da ONU, Helena Molin Valdés, em entrevista à agência Efe.CalorSegundo estudo do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, as ondas de calor serão mais intensas e prolongadas neste século. Os americanos serão mais castigados nas regiões oeste e sul, segundo o estudo, que é financiado pela Academia Nacional das Ciências e pelo Departamento Federal de Energia.A pesquisa se concentrou principalmente nas cidades de Chicago e Paris, que, nos últimos nove anos, enfrentaram fortes ondas de calor. Calcula-se que cerca de 15 mil pessoas, em sua maioria idosos e crianças, morreram na França no ano passado, enquanto mais de 700 morreram em Chicago entre 14 e 20 de julho de 1995.Padrão incomumUm prognóstico utilizando um Modelo de Clima Paralelo, desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas, em Boulder (Colorado), e pelo Departamento de Energia, mostrou que o aumento do efeito estufa intensifica um padrão incomum de circulação atmosférica, que já foi observado nos dias de mais calor na Europa e na América do Norte.Assim, desenvolvem-se fortes ondas de calor na região do Mediterrâneo e no sul e no oeste dos Estados Unidos. O verão também é mais intenso em algumas partes de França, Alemanha e dos Bálcãs, constatou o estudo.

Agencia Estado,

19 de setembro de 2004 | 11h55

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