AFP PHOTO / EGYPTIAN ANTIQUITIES MINISTRY
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Egito descobre restos de nova pirâmide construída há 3,7 mil anos

Estrutura pode ter sido a primeira tentativa de construir uma pirâmide de 'lados lisos'; achados incluem bloco que mostra 'design' interior

O Estado de S.Paulo

04 Abril 2017 | 16h28
Atualizado 04 Abril 2017 | 21h39

CAIRO - Ao escanear estruturas e cavidades ocultas no Egito, uma equipe de pesquisadores descobriu os restos de uma pirâmide da 13.ª dinastia da antiga civilização, de 3,7 mil anos atrás. 

Segundo o presidente do setor de antiguidades do Egito Antigo, Mahmoud Afifi, as ruínas estão localizadas ao norte da Pirâmide Curvada, cuja construção foi ordenada pelo faraó Seneferu, na necrópole de Dahshur, 30 quilômetros ao sul da capital, Cairo. 

Acredita-se que o monumento encontrado tenha sido a primeira tentativa de construir uma pirâmide de lados lisos após a construção de uma curvada na região. A necrópole foi o local de sepultamento de funcionários de alto escalão. Adel Okasha, o líder da necrópole de Dahshur, disse que os restos pertencem à estrutura interna da pirâmide, incluindo um corredor. Outras partes incluem blocos que mostram o “design” interior da pirâmide.

Como as escavações começaram há pouco tempo, ainda não se sabe o tamanho real da pirâmide. De acordo com o governo, a estrutura está em “bom estado de conservação”. Nas fotos oficiais, pode-se ver blocos de pedra e a entrada do corredor. Em um dos blocos há uma série de hieróglifos. 

Histórico. Até agora, no país já foram descobertas 123 pirâmides, de acordo como o arqueólogo Zahi Hawas, ex-ministro de Antiguidades. Pelas impressões iniciais do pesquisador, o monumento deve ter pertencido a “uma rainha enterrada próxima de seu marido ou filho”. A expectativa, afirma Hawas, é de que as inscrições ajudem a revelar quem são os donos do monumento. O ex-ministro participou da última descoberta de pirâmide no país, há quase nove anos. 

Em outubro de 2015, o governo do país africano anunciou um ambicioso projeto chamado Scan Pyramids para descobrir tumbas secretas, ocultas nas pirâmides de Gizé e Dahshur, e tentar esclarecer os mistérios que rondam as construções desses monumentos. Um dos principais focos desse trabalho é a pirâmide de Quéops, de 138 metros de altura. Construída há cerca de 4,5 mil anos, ela é considerada uma das sete maravilhas do mundo antigo. O faraó Quéops era filho de Senerafu.

Também em 2015, as autoridades egípcias iniciaram uma análise da tumba do faraó Tutancâmon, que viveu há mais de 3 mil anos. Seu túmulo está no Vale dos Reis, próximo de Luxor, ao sul do país. O objetivo era descobrir uma câmara secreta que poderia abrigar a tumba da rainha Nefertiti. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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