Egito diz que a Esfinge não está em perigo

Os vazamentos de águas subterrâneas no planalto de Gizé não afetaram a estrutura do monumento

Efe

13 de agosto de 2008 | 16h10

Os vazamentos de águas subterrâneas no planalto de Gizé não trazem ameaça para a Esfinge, segundo os últimos estudos feitos pelo Centro de Engenharia de Antiguidades da Universidade do Cairo (CIAUC). O Conselho Supremo de Antiguidades (CSA) assegurou nesta quarta-feira, 13, em comunicado que estes estudos comprovaram que as águas subterrâneas, que se encontram na zona arqueológica a uma profundidade de 4,8 metros, são puras, pelo que se descarta que tenham danificado os monumentos. Espera-se que, dentro de dois meses, seja possível eliminar totalmente as águas que se acumularam diante da Esfinge graças a um projeto do CIAUC, que está há vários meses em andamento, com um orçamento de dois milhões de libras (US$ 400 mil), segundo o secretário-geral do CSA, Zahi Hawas. Hawas desmentiu assim as informações divulgadas há meses sobre o risco que representam as águas subterrâneas para a Esfinge. Segundo o diretor do CIAUC, Hafez Abdel Azim, o movimento e o nível das águas debaixo do Templo do Vale - metros diante da Esfinge - estão estáveis e se escavaram sete poços experimentais para estudar o movimento das águas nessa zona. Os especialistas reduziram em 70% o nível dessas águas subterrâneas, já que se retiram da zona 260 metros cúbicos de água por hora, acrescentou a fonte. Está previsto que se realize um estudo global durante dois anos sobre as origens das águas subterrâneas na zona, segundo anunciou Hawas. Especialistas do CIAUC e da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (Usaid) realizarão os estudos no marco de um projeto com um orçamento de 40 milhões de libras (US$ 8 milhões).

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