El Niño e queimadas aceleram a destruição da Amazônia

Estudos apresentados na quinta-feira, o último dia da 3ª Conferência Científica do LBA, mostraram que fenômenos como do El Ninõ e o aumento das queimadas na Amazônia produzem um efeito cascata de destruição da floresta por causa da seca cada vez mais rigorosa. As conseqüências do El Niño para a floresta amazônica foram analisadas por um grupo de cientistas que simulou os efeitos do fenômeno em pequenas faixas da floresta. O trabalho também contou com parceria de um grupo de cientistas, entre eles Daniel Curtis Nepstad, da Woods Hole Research Center (USA).?Em comparação com todos os tipos de vegetação do local, verificamos que as maiores árvores, que demoram mais a crescer na floresta, são as que morreram mais?, afirmou Nepstad. Segundo ele, pode se dizer que o efeito de uma rigorosa seca, portanto, pode ser comparado ao efeito de uma grande queimada, que libera um volume enorme de CO2 na atmosfera. As queimadas, por sua vez, alteram o regime das chuvas por causa das conseqüências na formação das nuvens na Amazônia. Numa pesquisa feita para se conhecer o mecanismo de formação de nuvens na floresta, se verificou que na Amazônia elas são formadas a partir de compostos emitidos pela própria vegetação. Nesse caso, as partículas produzidas pelas plantas são, em última análise, responsáveis por toda a formação de chuva e pela precipitação. Com as queimadas, há um fenômeno que faz com que o tamanho da gota de água da nuvem seja muito pequena e ela evapora antes de chover.

Agencia Estado,

30 de julho de 2004 | 01h54

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