Em 10 anos, todos os recém-nascidos terão mapas genéticos

Iniciativa ressurgiu com barateamento dos processos de leitura genética; questões éticas são grandes barreiras

Efe,

09 de fevereiro de 2009 | 18h21

Em menos de dez anos, todos dos recém-nascidos terão seu próprio mapa genético, o que permitirá detectar o risco de enfermidades de causa genética, adiantando o tratamento, segundo disse a Illumina, a maior empresa de biotecnologia do mundo.  O CEO da empresa, Jan Flatley, assegurou em uma entrevista ao jornal The Times que, dentro de uma década, será tecnicamente possível ler o genoma de cada recém-nascido, o que levará a uma "revolução" no diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares, do câncer e da diabete.  Esta iniciativa ressurgiu com o barateamento dos processos de leitura genética.  Enquanto em 2001 a elaboração de um mapa genético completo custava cerca de US$ 4 milhões, agora o preço gira em torno de US$ 149 mil. No entanto, este projeto poderá ser adiado, admite Flatley, por motivos éticos e legais, por conta de desconfianças sobre a privacidade e segurança de dados tão pessoais.  O conhecimento do genoma pode dar lugar a abusos, diz Flatley, já que a informação que se obtém pode ser comunicada a empregadores e seguradoras, devendo-se "criar uma legislação que proteja o indivíduo." Ainda assim, o CEO da Illumina aponta que "não se pode garantir a privacidade 100%."

Tudo o que sabemos sobre:
genéticasaúdeciência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.