Em busca de uma saída para a crise da água

Chefes de estado, cientistas, empresários e representantes de organismos multilaterais e movimentos sociais ou ambientais estão reunidos, a partir de hoje e até o dia 23, em Kyoto, no Japão, para discutir a crise mundial de água e estabelecer acordos que viabilizem o acesso de qualquer pessoa à água segura e suficiente. O 3o Fórum Mundial da Água tem início com ampla representatividade e grande expectativa em torno de possíveis parcerias para diminuir o número de pessoas ? 1,5 bilhão em todo o mundo - ainda sem acesso adequado ao elemento mais básico para a sobrevivência do ser humano.O quadro nas mesas de negociação não é animador. Hoje, a população mundial já explora metade dos recursos hídricos acessíveis e o consumo deve abranger dois terços dos recursos totais até 2025. A degradação das fontes de água e a superexploração dos recursos hídricos disponíveis é evidente. Em 20 anos, se nada for feito, a disponibilidade atual de água por pessoa deve cair um terço. E as disparidades entre pobres e ricos tendem a aumentar. Nos países desenvolvidos, uma criança já utiliza 30 a 50 vezes mais água do que alguém de sua idade, nascida num país em desenvolvimento. Também a qualidade da água deve piorar significativamente. Segundo dados divulgados pelo WWF internacional, cada litro de água poluída contamina pelo menos 8 litros de água limpa. E o mundo já tem 12 mil km3 de água poluída circulando em seus rios, com os índices do rios asiáticos, os mais poluídos, chegando a níveis alarmantes. Só a poluição por chumbo, por exemplo, é dez vezes mais intensa nos rios asiáticos do que nos países mais industrializados.

Agencia Estado,

16 de março de 2003 | 11h19

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