Em carta a Obama, Igreja Católica dos EUA condena aborto

Segundo jornal vaticano, os bispos norte-americanos se comprometeram a trabalhar junto ao novo governo

Ansa,

21 de janeiro de 2009 | 18h30

A Igreja Católica norte-americana escreveu uma carta ao presidente Barack Obama para ressaltar quais assuntos considera mais importantes, como a defesa da vida e a condenação do aborto, informou nesta quarta-feira, 21, o jornal vaticano L'Osservatore Romano.  A publicação lembrou o fato de que, após a cerimônia de posse do novo presidente, ocorrida ontem, começaram na capital Washington as manifestações da "Marcha pela vida 2009", realizada sempre no dia 22 de janeiro.  O ato, ressalta o jornal, remete à "controversa sentença da Corte Suprema dos Estados Unidos, que em 1973 liberalizou o aborto no país".  De acordo com o L'Osservatore Romano, o aborto está entre os primeiros temas internos com os quais o novo presidente terá de lidar.  "Obama teria a intenção de eliminar as restrições ao financiamento das associações que se ocupam de planejamentos familiares", ressaltou o jornal católico, enfatizando que este é um dos fatores que determinará "as relações entre a administração (de Obama) e as organizações cristãs do país".  "Defendemos com força o direito fundamental à vida e à concessão da morte natural", dizem os bispos na carta, reiterando que lutarão para reduzir a quantidade de abortos "por meio de instrumentos que podem moralmente afirmar a dignidade da mulher grávida e do bebê que ainda não nasceu". Os religiosos afirmam ainda que apoiarão o governo em questões como imigração, combate à crise, proteção à família e defesa da vida, e prometem trabalhar para proteger a vida dos mais fracos e das minorias.

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