Em carta aberta, 255 pesquisadores defendem ciência do aquecimento global

Documento publicado na revsita Science denuncia perseguição política a cientistas

Reuters

06 Maio 2010 | 18h04

Mais de 250 cientistas dos Estados Unidos defenderam os estudos sobre o aquecimento global dos "ataques políticos" e advertiram que qualquer atraso no enfrentamento da questão eleva o risco de catástrofes de proporções globais.

 

Os pesquisadores, todos membros da Academia Nacional de Ciências dos EUA, têm como alvo críticos que pedem o adiamento de qualquer ação contra a mudança climática por causa de supostos problemas com as pesquisas, que teriam aparecido em e-mails obtidos por hackers no caso apelidado de" Climategate".

 

"Quando alguém diz que a sociedade deve esperar até que os cientistas estejam absolutamente certos antes de agir, é o mesmo que dizer que a sociedade não deve agir nunca", escreveram os 255 pesquisadores em carta aberta publicada na revista Science.

 

"Para um problema potencialmente tão catastrófico quanto a mudança climática, não agir representa um risco perigoso para o nosso planeta", escreveram. Eles se declaram perturbados pela "recente escalada de ataques políticos contra cientistas em geral e cientistas do clima em particular".

 

Cientistas fizeram um alerta semelhante perante o comitê da Câmara de Representantes do Congresso americano que trata de independência energética e mudança climática. "A realidade da mudança climática causada pelo homem não comporta mais debate em termos científicos", disse James Hurrell, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas.

 

Milhares de e-mails trocados por cientistas climáticos foram roubados e publicados pouco antes da reunião da ONU sobre mudança climática realizada em dezembro de 2009 em Copenhague.

 

Os que duvidam da existência da mudança climática de causa humana argumentam que essas mensagens mostram que a pesquisa feita na unidade de clima da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, foi fruto de uma conspiração para distorcer e exagerar resultados. Uma investigação inocentou os cientistas britânicos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.