Em Nazaré, papa pede que religiões rejeitem o ódio

Bento XVI também fez um sermão sobre a necessidade de defesa da família tradicional

AP e Reuters,

14 de maio de 2009 | 09h33

O papa Bento XVI saudou dezenas de milhares de seguidores na cidade da infância de Jesus, lançando uma mensagem de reconciliação e pedindo que cristãos e muçulmanos "rejeitem o poder destruidor do ódio e do preconceito".       A escolha de Nazaré - lar de vários pontos importantes na história do cristianismo - como local da maior missa celebrada pelo papa em sua visita a Oriente Médio tem um reflexo indireto sobre as tensões inter-religiosas que ele vem tentando reduzir.   A cidade, localizada na região da Galileia, no norte israelense, tem a maior população árabe do país. Cerca de dois terços da população é muçulmana e um terço, cristã.      "Peço às pessoas de boa vontade em ambas as comunidades que reparem o dano feito, e em fidelidade a nossa crença comum em um Deus, o Pai da família humana, trabalhem para construir pontes e encontrar um meio de coexistência pacífica", disse ele. "vamos rejeitar o poder destruidor do ódio e do preconceito, que mata a alma dos homens antes de matar seus corpos".   Família e homossexualismo     O papa também tocou na agenda moral da Igreja Católica, dizendo que os governos têm o dever de defender o casamento heterossexual tradicional e os valores familiares. Mais de 50 mil pessoas assistiram à missa campal. A cerimônia foi celebrada em árabe, inglês e latim, no local conhecido como Monte Precipício, onde segundo a Bíblia uma multidão teria tentando atirar Jesus de um penhasco. Ali, Bento XVI falou da "santidade da família, que no plano de Deus se baseia na fidelidade por toda a vida de um homem e uma mulher, consagrados pelos laços do matrimônio e aceitando o dom divino da nova vida".     "Como os homens e mulheres do nosso tempo precisam se reapropriar dessa verdade fundamental, que está nos alicerces da sociedade, e como é importante o testemunho de casais casados para a formação de consciências sãs e para a construção da civilização do amor!", disse o papa. O pontífice também citou "o dever do Estado de apoiar as famílias em sua missão de educação, de proteger a instituição da família e seus direitos inerentes e de garantir que todas as famílias possam viver e florescer em condições de dignidade". Falando em um grande palco branco, o papa disse também que a família deve retomar seu papel de base para "uma sociedade bem-ordenada e receptiva".

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