Embrião humano não é material trivial, diz pesquisadora

Debate da TV Estadão contou com a presença de Claudia Batista e Lygia Pereira, especialistas em biociências

da Redação, estadao.com.br

15 de abril de 2008 | 16h18

A doutora em Neurociências e professora do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Claudia Batista, posicionou-se contra o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas científicas, durante debate promovido nesta terça-feira pela TV Estadão, do qual participou também Lygia da Veiga Pereira - Ph.D. em Genética Humana, professora associada e chefe do Laboratório de Genética Molecular do Instituto de Biociências da USP, que defendeu os estudos.  O debate, transmitido ao vivo pelo portal Estadão.com.br e mediado pelo jornalista Heron Escobar, teve como pano de fundo da ação de inconstitucionalidade que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) e que questiona a permissão para utilização científica dos embriões produzidos para fins reprodutivos e, ao final, descartados.  Claudia Batista argumentou que há maneiras mais seguras de realizar pesquisas com células-tronco que venham a trazer benefícios científicos. Ela disse considerar perigosa a abertura do precedente de utilização de material "não trivial" (vida humana, no caso, o embrião que é destruído para a extração das células) como algo trivial (insumo para pesquisa). Já Lygia Pereira disse acreditar que grandes avanços serão possíveis através da utilização científica de embriões que seriam descartados de qualquer maneira, como no caso dos que se encontram estocados há anos em clínicas de fertilização. Ela acrescentou acreditar ser perfeitamente possível o desenvolvimento de normas éticas para a pesquisa.

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