Emissões de CO2 caem mais em casas e escritórios, diz UE

O comissário europeu de Meio Ambiente, Stavros Dimas, pediu aos países que intensifiquem os esforços

EFE,

21 de abril de 2008 | 17h51

Os lares e escritórios foram os principais responsáveis pela redução das emissões de CO2 registradas na União Européia (UE) entre 2005 e 2006, informou a Agência Européia de Meio Ambiente (EEA, na sigla em inglês). Os dados preliminares do período apontam França, Itália e Reino Unido como os três países onde mais diminuiu o consumo de energia em casas e escritórios, o que se traduziu em 15,1 milhões de toneladas a menos de CO2 na atmosfera.      Segundo a EEA, com sede em Estocolmo, os invernos suaves registrados podem ter contribuído de modo significativo para a redução.      Mas, apesar do dado positivo, entre 2005 e 2006, as emissões decorrentes da geração de energia e calor (para climatização de ambientes) aumentaram em 14 milhões de toneladas.      Segundo as estimativas da EEA, no mesmo período, os 15 países que integravam a UE até a adesão das nações do Leste Europeu reduziram suas emissões em 35,8 milhões de toneladas (0,9%), para um volume 2,7% menor que o aferido em 1990.      Os números colocam a UE "no caminho para alcançar as metas (do Protocolo) de Kyoto", de diminuir as emissões conjuntas de gases estufa em 8% entre 2008 e 2012, sempre em comparação com os níveis de 1990.      Em todo o bloco, a diminuição na liberação de gases entre 2005 e 2006 foi de 15 milhões de toneladas de CO2 (0,3%), de modo que os níveis atuais encontram-se 7,4% abaixo dos medidos em 1990.      Mesmo com os bons resultados, o comissário europeu de Meio Ambiente, Stavros Dimas, pediu aos países que intensifiquem os esforços e a aplicação de medidas para o alcance das metas da UE na área da mudança climática.      Os dados reunidos pela EEA enviados às Nações Unidas. Em junho, a agência européia vai publicar um relatório detalhado sobre a evolução das emissões de CO2 em cada um dos Estados-membros do bloco.

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