Empresas brasileiras defendem limites de emissões de gases

Em Bali, empresários pedem programas de eficiência energética e expansão do uso de energias renováveis

Efe,

10 de dezembro de 2007 | 03h50

As empresas brasileiras apostam em um maior compromisso que o fixado pelo Protocolo de Kyoto e o governo brasileiro defende o estabelecimento de limites para as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa, disse o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Veja também: IPCC despreza impacto da mudança climática, diz especialista "Não temos limites máximos para suavizar a mudança climática no Brasil, mas as empresas estão dispostas a se comprometer, dentro de suas possibilidades, para reduzir os impactos ambientais que elas mesmas geram, porque entendem que isto é um problema global", disse à Agência Efe Marina Grossi, coordenadora da Câmara Técnica de Energia e Mudança Climática do CEBDS. "O setor privado é imprescindível para a luta contra a mudança climática e no Brasil as empresas estão cada vez mais conscientizadas", indicou Grossi. As 50 maiores empresas do Brasil fazem parte do CEBDS, e as companhias representadas por este organismo geram 40% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Sua postura na 13ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática é de que "é necessário fixar objetivos de redução de emissões de gases do efeito estufa". Além disso, pedem em Bali o estímulo aos programas de eficiência energética, a expansão do uso de energias renováveis e o apoio ao desenvolvimento de um mercado nacional de energias limpas, como a solar e a eólica.

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