Empresas de energia e comunicação pagarão para manter torres em reservas

O Ibama vai iniciar a cobrança pelo uso de áreas dos parques nacionais e reservas ambientais para a instalação de torres de radiodifusão, telecomunicações e transmissão de energia. Os critérios para estipular os valores foram definidos durante o fim de semana por uma comissão de técnicos do órgão reunida na Floresta Nacional de Ipanema (Flona), em Iperó, interior de São Paulo. O dinheiro será aplicado nas próprias unidades de conservação. A cobrança atingirá 40% das 209 unidades de conservação administradas pelo Ibama em todo o País. As antenas e torres instaladas nessas áreas não podem ser retiradas porque atendem a serviços estratégicos, como a emissão de sinais de TV, transmissão de energia, captação de água e comunicação via satélite. O Ibama entende que os equipamentos causam impacto ambiental.Além de afetar a beleza cênica, a manutenção exige a entrada de pessoas e veículos. Também são estudados os impactos decorrentes de irradiações emitidas pelas torres de radiodifusão e telecomunicações. "A criação de um valor pecuniário para essas áreas permitirá que se negocie, através da licença de operação, a obrigação de pagamento da compensação ambiental", disse a coordenadora do Grupo de Trabalho de Valoração Econômica do Ibama, Sônia Peixoto. A Flona de Ipanema já está negociando a adequação ambiental de várias antenas instaladas sobre o morro de Ipanema. Segundo a administradora Ofélia Gil Wilmersdorf, foram assinados 13 convênios cujos recursos estão sendo usados na recuperação do patrimônio histórico da fazenda Ipanema, berço da siderurgia brasileira, e na recuperação de áreas degradadas. Além da Flona de Ipanema, os estudos realizados pela equipe serão aplicados, inicialmente, no Parque Nacional da Tijuca, na Reserva Biológica Tinguá, na Área de Proteção Ambiental de Petrópolis e na Serra da Canastra.

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