Empresas e governos buscam novos controles para teste de remédios

Grupo internacional procura proteínas que sinalizem danos a órgãos humanos

Reuters

10 Maio 2010 | 16h53

Agências reguladoras e cientistas de 17 empresas uniram-se num novo experimento internacional para descobrir formas de consenso para testar novas drogas em laboratório e em seres humanos.

 

A esperança é encontrar alguns indicadores simples que dirão se uma droga tem alta probabilidade de causar efeitos colaterais sérios e partilhá-los entre indústrias e reguladores, descrevem membros da equipe na revista Nature Biotechnology.

 

O grupo, chamado Consórcio de Teste de Segurança com Previsão, escolheu um conjunto de biomarcadores - proteínas que indicam doença ou lesão - para prever danos ao fígado causados por drogas experimentais.

 

A colaboração inclui a FDA americana e a Agência Médica Europeia, na esperança de acelerar também o processo de aprovação de novos medicamentos.

 

"Melhores biomarcadores permitirão que os desenvolvedores de drogas tomem decisões mais bem informadas sobre quais produtos devem avançar nos testes, as doses em que devem ser usados e os meios de projetar ensaios clínicos que fornecerão informações claras sobre os benefícios e a segurança do produto", disse o médico Joseph Bonventre, da Escola de Medicina de Harvard e do Hospital Brigham and Women's no comentário que assina com um grupo de colegas.

 

O grupo escolheu sete marcadores em potencial na urina para detectar danos específicos ao fígado de ratos.

 

Cerca de um terço das novas drogas são abandonadas porque danificam algum órgão dos animais de laboratório, mas Bonventre disse que isso muitas vezes não se justifica, dando como exemplo o caso da droga contra aids Efavirenz. O produto mata células hepáticas em ratos, mas não em macacos ou humanos, e poderia ter sido abandonada.

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