Empresas se unem para produzir hormônio do crescimento

Uma boa notícia para os cerca de 10 mil brasileiros que sofrem de nanismo: a partir de 2003, o hormônio de crescimento ficará mais barato. Por meio de engenharia genética, duas pequenas empresas passarão a produzir no País o Human Growth Hormone (hGH), hoje fabricado só na Suécia, Dinamarca, Itália e nos Estados Unidos.Todo ano, o Brasil importa 1 milhão de doses, o que representa gastos de cerca de US$ 15 milhões. As empresas são a Hormogen Biotecnologia e a Genosys Biotecnologia, fundadas com financiamento do Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).A primeira, criada por pesquisadores da USP em 1994, recebeu cerca de R$ 300 mil, e a segunda, fundada em 1997 por cientistas do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, R$ 260 mil. A produção de hormônio de crescimento, usado principalmente por crianças, só se tornou possível para as duas empresas porque elas fizeram parceria com dois grandes laboratórios nacionais.A Hormogen teve 75% das suas ações compradas pela Biolab-Sanus, que investirá US$ 2 milhões no lançamento do produto. A Genosys firmou acordo de produção e distribuição com a Braskap. A Hormogen e a Genosys desenvolveram o hGH separadamente em escala piloto. Usam, para isso, a bactéria Eschericia coli, na qual é inserida a seqüência do gene humano responsável pela produção do hormônio de crescimento."Já depositamos a patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial", afirma o químico Paolo Bartolini, um dos três sócios da Hormogen. "A produção deve começar até o fim do ano que vem. Para isso, a Biolab-Sanus está montando uma fábrica em Itapecerica da Serra." Antes, porém, serão necessários testes em pessoas, fase que deverá durar no máximo seis meses."Queremos começar a vender nosso produto no segundo trimestre de 2003", diz o bioquímico Jaime Francisco Leyton, da Genosys. "Ele deverá ser 30% mais barato do que o importado."

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