Encontrados genes de fenícios em populações do Mediterrâneo

Pesquisadores puderam localizar um marcador genético para os fenícios no cromossomo masculino Y

AP

30 de outubro de 2008 | 17h19

Os antigos fenícios podem ter sido esquecidos, mas não desapareceram.  Roma destruiu a maior cidade dos fenícios - Cartago - séculos atrás, mas novos estudos genéticos indicam que cerca de um a cada 17 homens que vivem em comunidades mediterrâneas podem ser descendentes desses marinheiros antigos.  Originários da região que hoje é o Líbano, os fenícios foram comerciantes marítimos que espalharam sua cultura, incluindo um apreço pela cor roxa, para o norte da África, Espanha e outros países da região. Mas eles parecem desaparecer da história depois de serem derrotados em uma série de batalhas contra Roma.  Pesquisadores liderados por Chris Tyler-Smith do Instituto Wellcome Trust Sanger, na Inglaterra, puderam localizar um marcador genético para os fenícios no cromossomo masculino Y. Primeiro, eles estudaram referencias na Bíblia e em escritores greco-romanos para determinar onde houve cidades e colônias fenícias.  Então, os pesquisadores compararam os genes dos residentes dessas áreas aos das pessoas vivendo em outras comunidades mediterrâneas que não tiveram assentamentos fenícios.  Eles conseguiram encontrar diferenças no cromossomo Y que ocorreram apenas na região dos assentamentos fenícios, afetando mais de 6% da população.  "Quando começamos, não sabíamos nada sobre a genética dos fenícios. Tudo que tínhamos como guia era a história: sabíamos onde eles haviam se assentado. Mas essa simples informação acabou sendo o suficiente, com a ajuda da genética moderna, para traçar a comunidade", disse Tyler-Smith. As descobertas foram publicadas na versão online do American Journal of Human Genetics nesta quinta-feira, 30.

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