Energia solar beneficia comunidades de Paraty

Uma parceria entre governo e iniciativa privada permitiu a 136 famílias de pescadores de Paraty, litoral sul do Rio de Janeiro, trocar velas e lamparinas por energia solar. Inaugurada ontem, a primeira etapa do programa incluiu, além da luz nas casas, a instalação de 30 postes de iluminação pública, nas localidades de Pouso do Cajaíba e praias de Calhaus, Ipanema, Saco da Sardinha e Ponta da Joatinga.O projeto, iniciado em outubro do ano passado, foi implementado pela Atech - Fundação Aplicações de Tecnologias Críticas (uma das empresas que desenvolvem o Sivam), com apoio da prefeitura de Paraty e do governo do Estado do Rio de Janeiro. A segunda fase, que deve ser concluída dentro de 20 dias, prevê a entrega de três centrais de resfriamento com 20 metros quadrados cada. Os recursos, estimados em R$ 1 milhão, foram viabilizados pela empresa El Paso Energy do Brasil.Cada morador recebeu dois painéis fotovoltaicos importados, avaliados em pouco mais de R$ 5 mil. A energia solar captada por esses dispositivos carrega um grupo de baterias, capaz de alimentar uma tomada de 40W e três lâmpadas de 11W (fluorescentes compactas). Se utilizadas de forma ininterrupta, a energia dura até quatro horas. Armazenada, permite que o sistema funcione com autonomia de três dias.Estimativas da prefeitura indicam que os moradores da comunidade poderão economizar entre R$ 50 e R$ 70 por mês, do gasto com querosene, óleo diesel e velas. Esses valores implicam em uma economia de quase 30% da renda mensal de cada família.Os centros de resfriamento, instalados nas principais localidades, serão equipados com uma geladeira com capacidade para 460 litros e um freezer (550 litros). O sistema, que opera com baixo consumo, será acionado por um mecanismo híbrido à base de energia solar e eólica. Com isso, o pescado, principal atividade econômica da região, passará a ser congelado e comercializado a preços melhores.O projeto de energia alternativa em Paraty inclui, ainda, o treinamento dos colonos sobre a utilização e a conservação dos equipamentos. Além de zelar pela manutenção do maquinário, os moradores terão o compromisso de preservar o meio ambiente e jamais comercializar quaisquer dos equipamentos instalados. A parceria inclui também um programa de educação ambiental, que inclui a utilização da reciclagem do lixo como fonte de renda.

Agencia Estado,

18 de fevereiro de 2003 | 11h17

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