Energia solar substitui madeira em cercas no Piauí

O uso da energia solar está modificando a realidade de seis comunidades do interior do Piauí. O projeto foi desenvolvido pelo Centro Educacional São Francisco de Assis (Cefas) e já beneficia mais de 100 famílias dos municípios de Floriano e Itaueira, a 240 quilômetros de Teresina.Além de levar luz elétrica para um local remoto, que não contava com eletricidade, o programa ?Energia Fotovoltáica para Educação Ambiental e Caprinocultura com Cerca Elétrica está diminuindo o desmatamento do Cerrado na região. Carro-chefe da economia rural do Piauí, a caprinocultura precisa que os currais sejam cercados, o que tradicionalmente é feito com estacas conseguidas na mata. Com as cercas elétricas, movidas a energia solar, são utilizadas apenas 72 estacas para 728 metros de cerca, contra 655 estacas no método tradicional.Segundo Cláudia Patrícia, do Cefas, o projeto teve início em maio deste ano e já está na fase final de implantação. A energia está sendo usada para iluminar os centros comunitários no período da noite e ajudar vários adultos a serem alfabetizados. O projeto foi viabilizado com apoio de 23 mil dólares do Programa de Pequenos Projetos do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).Os recursos foram utilizados para comprar equipamentos para a captação de energia do sol e para o cercamento dos piquetes, além de aparelhos de televisão e vídeo e cursos de educação ambiental. À comunidade, coube a mão-de-obra e adoção das inovações. Patrícia explica que a eletrificação de cercas foi instalada em uma das comunidades, onde um grupo de 15 criadores de cabras trabalham em sistema comunitário.Outro benefício constatado pelo projeto foi a melhora da saúde nas comunidades, pois diminuíram problemas de vista causados pela fumaça do óleo diesel das lamparinas.

Agencia Estado,

08 de novembro de 2002 | 16h14

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