Equinócio fará anéis de Saturno desaparecerem nesta terça

De acordo com a Nasa, no entanto, o equinócio de Saturno deste ano não poderá ser observado da Terra

10 Agosto 2009 | 16h01

Uma vez a cada 15 anos, mais ou menos, os anéis de Saturno voltam sua borda diretamente para o Sol. Tendo apenas 10 metros de espessura - a despeito de um diâmetro de 270 mil quilômetros - nessa configuração eles refletem muito pouca luz e se tornam, para todos os efeitos, invisíveis. Esse fenômeno ocorre sempre nos equinócios, os pontos da órbita em que o equador do planeta se alinha diretamente com a luz do Sol. O próximo equinócio de saturno ocorre amanhã, 11 de agosto.

 

A primeira observação de um equinócio de saturno foi feita pelo próprio descobridor dos anéis, Galileu Galilei, há quase 400 anos. Mais de dois anos depois de notar que Saturno tinha duas" luas" - o astrônomo havia confundido as "abas" formadas á direita e à esquerda do planeta pelos anéis com um par de satélites - galileu viu, em dezembro de 1612, essas mesmas "luas" desaparecerem.

 

Montagem de fotos do Hubble mostra variação do ânglo dos anéis em relação à incidência do Sol. Nasa

 

De acordo com a Nasa, no entanto, o equinócio deste ano não poderá ser observado da Terra, porque Saturno está perto demais do Sol no céu. A agência espacial diz que apenas a sonda Cassini, que se encontra entre  as luas de saturno, poderá fazer imagens do fenômeno.

 

A cientista Linda Spilker, que trabalha com a Cassini, diz que a sonda está instruída a medir a temperatura dos anéis, para ver como ela muda com a mudança de estação - assim como na Terra, em Saturno o equinócio marca uma troca de estações do ano. As Câmeras da sonda também buscarão detalhes dos anéis que talvez só se revelem na configuração específica de luz e sombra do equinócio.

 

"O principal é que não temos certeza do que descobriremos", disse ela, em nota divulgada pela Nasa.

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