Equipe captura capivaras no Rio Tietê em São Paulo

Uma equipe de pesquisadores contratada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) está capturando as capivaras que vivem entre as vias expressas da Marginal Tietê e as margens do rio, na capital paulista. Até a tarde desta quarta-feira, tinham sido caçados 16 exemplares, entre eles uma família de 9 animais - o casal e sete filhotes. A retirada tornou-se necessária em razão as obras de ampliação da calha do Tietê, realizadas entre o Cebolão, na confluência com o Rio Pinheiros, e a Barragem da Penha, na zona leste. Com o alargamento do rio dos atuais 28 para 40 metros, as margens onde vivem as capivaras vão desaparecer. Há, ainda, o risco de acidentes com as máquinas que operam no desassoreamento do rio. Foram colocadas placas nas vias expressas alertando os motoristas para a eventual passagem de animais. Os pesquisadores utilizam laços e armadilhas para capturar os roedores. O trabalho é realizado em conjunto com o Ibama e o Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depave) da prefeitura.Depois de recolhidos, os animais passam por um período de quarentena e são recolocados em criadouros ou em outras áreas. Os animais da mesma família não podem ser separados, nem misturados com indivíduos de outros grupos. Após a quarentena, acompanhada por zoólogos da Universidade de São Paulo (USP), as capivaras serão levadas para uma área específica do Parque Ecológico do Tietê. Podem ainda ser entregues a criadores interessados, com licença do Ibama.Outros animais que vivem na margem do rio também serão remanejados. Até hoje, além das capivaras, tinha sido apanhado apenas um teiú, espécie de lagarto.

Agencia Estado,

07 de agosto de 2002 | 18h00

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