Equipe dos EUA vence concurso para rastrear asteróide

Design de missão rastreadora pode ajudar agências espaciais a monitorar asteróides e suas rotas de colisão

Associeted Press,

27 de fevereiro de 2008 | 16h17

Uma equipe dos Estados Unidos ganhou o prêmio máximo numa competição internacional para desenvolvimento de uma missão espacial que rastreasse um asteróide para determinar se ele está em rota de colisão com a Terra, anunciou a ONG The Planetary Society (TPS) nessa quarta-feira, 27. Um design chamado Foresight - de uma equipe liderada pelo SpaceWorks Engineering Inc. de Atlanta, juntamente com o SpaceDev Inc., da Califórnia - ganhou o prêmio do primeiro lugar de US$ 25.000 dólares (aproximadamente R$ 42.000). O primeiro lugar na categoria estudantil, e seu prêmio de US$ 5.000 (aproximadamente R$ 8.000), foram para o Instituto de Tecnologia da Georgia, também de Atlanta, por uma missão chamada Pharos. A ONG recebeu 37 propostas, de 20 países. Astrônomos atualmente fazem múltiplas observações de asteróides, ao longo do tempo, para prever se eles vão chegar perto o bastante para representar um perigo para a Terra. Acredita-se que a extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos, foi causada pelos efeitos do impacto de um gigantesco asteróide. O concurso buscava planos para o rastreamento de um asteróide que fossem tão precisos a ponto de alertar governos para que pudessem lançar algum tipo de missão para evitar uma colisão.  "Nós estamos muitos felizes que essa competição tenha inspirado designs inovadores para resolver um problema importante que pode afetar a vida na Terra - como os dinossauros aprenderam da maneira difícil," disse o diretor de projetos da TPS, Bruce Betts.  Betts disse ter esperança que os vencedores apresentem propostas às agências espaciais para ajudá-las a avançar as missões de proteção da Terra.  A competição recebeu o nome do asteróide Apófis, que vai chegar perto da Terra em 2029.  A missão Foresight equiparia uma nave espacial com um farol de rádio e dois equipamentos científicos e a lançaria a bordo do um foguete da Sciences Corp., o Minotaur IV, entre 2012 e 2014 com um custo total de US$ 137,2 milhões de dólares (algo próximo de R$ 230 milhões). Ela chegaria ao Apófis de 5 a 10 meses depois, orbitaria o asteróide por um mês para juntar informação e depois voaria em formação com ele a uma distância de 1,6 quilômetro, usando raios laser para avaliar a distância até o asteróide rastreamento por rádio a partir da Terra por 10 meses, para determinar sua órbita, disse a TPS.  O projeto Pharos também propôs que uma nave espacial orbitasse e voasse com o Apófis, permitindo um monitoramento preciso de sua posição. Pharos carregaria instrumentos científicos e quatro sondas que seriam lançadas para impactar o asteróide. Um prêmio de US$ 10.000 (R$ 17.000) foi entregue para o segundo lugar: uma equipe européia liderada pelo Deimos Space SL, de Madrid.

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