Escolha foi ´homenagem aos ambientalistas do País´

A senadora Marina Silva (PT-AC) soube que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou em Washington sua indicação para o Ministério do Meio Ambiente quando estava no plenário, colhendo assinatura para criação da Comissão de Legislação Participativa no Senado. Ela se disse "surpresa e honrada", mas avisou que só falará sobre sua atuação na pasta depois que Lula voltar ao País e "oficializar" sua indicação. Marina acredita que foi escolhida "em homenagem à memória do líder seringueiro Chico Mendes, assassinado em 1988, e aos ambientalistas do País". A senadora lembrou que ajudou a preparar o programa do PT na área do meio ambiente. Segundo ela, a proposta do governo de Lula é "deixar de lado a idéia de que não dá para tomar medidas de proteção pela certeza de que sempre há como agir". "Lula adotará a política de desenvolvimento sustentável de que o País necessita", garantiu. Há pouco mais de um mês, a senadora endossou a iniciativa do grupo ecológico Greenpeace em defesa do mogno da Amazônia. Segundo ela, não se trata de impedir a venda da madeira, mas impedir os abusos cometidos na região, sobretudo no Acre. Ela foi recebida, na ocasião, pelos integrantes do Greenpeace já na condição de ministra do Meio Ambiente. O reconhecimento pela sua atuação nessa área é internacional. Em novembro, foi a única parlamentar brasileira presente a um encontro em Miami sobre responsabilidade social e ambiental das empresas. Marina foi reeleita em novembro, e sua vaga será ocupada pelo primeiro-suplente Sebastião Machado Oliveira, presidente do PT do Acre. De família pobre de seringueiros, ela só aprendeu a ler aos 16 anos. Sua primeira aspiração foi a de ser freira, mas mudou de idéia após ajudar a fundar a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no seu Estado. Foi vereadora e deputada estadual antes de se eleger para o Senado em 1994.

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