Esfriamento gerou explosão da biodiversidade marinha

Queda de temperatura marinha na pré-história ajudou a vida na Terra a se diversificar, diz estudo

EFE,

24 de julho de 2008 | 17h10

Um esfriamento climático gerou, há 460 milhões de anos, uma "explosão da biodiversidade marinha", segundo um estudo apresentado sobre o período Ordoviciano, que rompe com a idéia de que nesse tempo a Terra estava submetida a um "super efeito estufa".      O progressivo esfriamento da água do mar coincidiu com uma multiplicação (por três ou por quatro) do número de gêneros e de famílias de seres vivos, de acordo com um grupo de pesquisadores de Lyon (na França) e de Canberra (na Austrália).      O aumento da biodiversidade se traduziu também na colonização por diversas espécies dos fundos dos oceanos, e na formação dos primeiros recifes de coral, indicou o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) em comunicado.      O episódio ocorreu no Ordoviciano Superior, há 460 milhões de anos, quando as temperaturas passaram a estar em um nível comparável ao que é registrado, atualmente, nas regiões equatoriais.      Os pesquisadores que realizaram este estudo mostraram que no início do Ordoviciano, há 480 milhões de anos, as altas temperaturas de água do mar (de 45º C) impediam o desenvolvimento de organismos vivos complexos.      O esfriamento das águas, que esteve acompanhado do da atmosfera, foi uma mudança climática global que, de acordo com as conclusões do estudo, permitiu a entrada dos seres vivos na modernidade, ao se diversificarem e suas estruturas se tornarem mais complexas.

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