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Espanha autoriza 4 pesquisas com embriões humanos

O governo espanhol autorizou o início de quatro pesquisas científicas envolvendo embriões humanos para obtenção de células-tronco. Além da Espanha, somente Suécia, Bélgica e Reino Unido permitem o uso de embriões humanos em pesquisas.Um dos projetos aprovados busca a utilização de células-tronco para desenvolver tecido pancreático produtor de insulina. O projeto é liderado por Bernat Soria, um dos mais destacados pesquisadores da área médica espanhola, que busca formas de tratamento para a diabete.Outro estudo está voltado para o tratamento da doença de Parkinson e os dois outros são mais genéricos, focados no desenvolvimento de técnicas finas de diferenciação de células-tronco.A recente legislação da Espanha para pesquisas com células-tronco só permite o uso de embriões excedentes de clínicas de reprodução assistida, desde que obtidos por fertilização in vitro, que estejam congelados há pelo menos cinco anos. É necessária a aprovação formar dos genitores.Cada projeto de pesquisa deve ser analisado e aprovado individualmente por uma comissão oficial.Estas regras foram anunciadas pelo governo em outubro passado, marcando o fim de um período em que as pesquisas estavam autorizadas mas, na prática, nenhum pesquisador podia apresentar projeto.O governo anterior, do conservador Jose Maria Aznar, havia autorizado em julho de 2003 as pesquisas com embriões, mas passou meses sem definir regras que possibilitassem estas pesquisas. Além disso, as restrições eram muitas. Nem os embriões congelados há mais de cinco anos podiam ser usados."Passamos pelo menos cinco anos de altos e baixos, incluindo a mudança de governo, mas enfim nós podemos trabalhar na Espanha", comentou o pesquisador Soria, referindo-se às dificuldades impostas pelo governo conservador e à solução dada pelo atual governo socialista.Soria desenvolveu estudos pioneiros no tratamento de diabete, transplantando em ratos tecidos produzindo tecidos a partir de células-tronco.   leia mais sobre células-tronco

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