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Especialista em defesa de consumidor dos EUA apoia rótulo para transgênico

Presidente da Consumers Union elogiou decisão brasileira de rotular produtos com matéria-prima transgênica

Agência Brasil

27 Abril 2010 | 11h33

O cientista Michael Hansen, da Consumers Union, a maior entidade de defesa de consumidores do mundo, sediada nos Estados Unidos, disse nesta segunda-feira, 26, em São Paulo que vê como positiva a decisão brasileira de rotular os produtos que contenham mais de 1% de matéria-prima transgênica.

 

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De acordo com o cientista, a rotulação, além de possibilitar ao cidadão o direito de saber o que está consumindo, permite identificar com mais facilidade a causa de problemas de saúde, caso venham a ocorrer após o consumo. Segundo ele, mesmo que os produtos geneticamente modificados sejam testados rigorosamente, podem causar "efeitos adversos" após serem colocados no mercado.

 

"Os produtos transgênicos podem ser testados em 100 mil pessoas, mas uma vez que estão no mercado, milhões de pessoas estão sendo expostas. Você pode começar a ter efeitos adversos que você não vê na fase pré-comercial. Então, com o rótulo facilita para descobrir o que é e rastrear", afirmou em debate do Conselho Regional de Medicina de São Paulo.

 

Hansen defendeu, no entanto, que o rótulo contenha especificamente os genes modificados, para facilitar o diagnóstico médico, se necessário. "É ótimo ter símbolos. Mas em vez de dizer 'soja geneticamente modificada' o que é mais útil é ter no rótulo a fonte dos vários genes, porque as pessoas podem reagir a um e não a outro, então seria melhor em termos de rastrear para fins médicos".

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