Especialistas fazem propostas para a Rio+10

Criar uma rede de troca de experiências entre as cidades de todos os continentes e facilitar o diálogo social entre as autoridades locais e a sociedade civil são duas das principais recomendações que os representantes de 12 países latino-americanos fazem para a Conferência Mundial do Meio Ambiente Rio+10, que será realizada em setembro em Johannesburgo (África do Sul). Durante dois dias, os especialistas discutiram em Curitiba questões envolvendo o transporte público e o gerenciamento do lixo. De acordo com os participantes do evento, as ações para o desenvolvimento sustentável não devem ser responsabilidade apenas dos governos, mas precisam ser fruto de parcerias entre os setores público e privado e as organizações não-governamentais. A parceria foi proposta inclusive nos debates sobre o mecanismo de compensação para quem polui menos, previsto no Protocolo de Kyoto, que hoje estão restritos aos governos centrais. Sobre a questão do gerenciamento do lixo, constatou-se a necessidade de deixar claro quais são as responsabilidades das prefeituras, Estados e governos federais, além de se discutir uma solução específica para o manejo do lixo tóxico. No setor de transporte público, os participantes do encontro recomendam que se tenha uma visão de longo prazo no planejamento e execução de projetos.

Agencia Estado,

16 de abril de 2002 | 18h59

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