Espessa nuvem de fumaça paralisa capital da Malásia

As escolas foram fechadas, os vôos, cancelados e a população, orientada a não sair de casa, por causa de uma espessa nuvem de fumaça nociva que se instalou sobre Kuala Lumpur e cidades adjacentes. Autoridades malaias atribuíram a nuvem de fumaça a incêndios florestais registrados na vizinha Indonésia. O fenômeno começou a se manifestar na semana passada. Funcionários locais alertaram que a nuvem de fumaça atingiu níveis perigosos nesta quarta-feira.Especialistas que analisaram a fumaça chegaram à conclusão de que ela é composta por poeira, cinzas, dióxido de enxofre e dióxido de carbono. Adenan Satem, ministro de Ambiente da Malásia, disse que a nuvem de cor marrom concentra-se sobre o Vale do Klang, onde situam-se Kuala Lumpur (principal cidade malaia), Putrajaya (capital administrativa do país) e a área majoritariamente residencial de Petaling Jaya."A situação não está melhorando. Pelo contrário, está piorando", disse Adenan durante entrevista coletiva. Ele disse que viajará a Jacarta para negociar uma solução com as autoridades indonésias. Os meteorologistas estão pessimistas. Eles acreditam que a situação só começará a melhorar a partir de outubro, quando deve começar a temporada de chuvas.O aeroporto de Subang, nos arredores de Kuala Lumpur, foi fechado depois de a visibilidade ter sido reduzida a menos de 400 metros, disse Daud Hosnan, diretor do departamento de aviação civil da Indonésia. Subang concentra vôos de aviões particulares e de pequeno porte.No Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, a visibilidade era de aproximadamente 900 metros, mas nenhum vôo foi afetado até o momento, prosseguiu Daud. O Porto Norte, um dos principais do país, suspendeu suas operações até que a visibilidade melhore. No centro de Kuala Lumpur, onde a fumaça infiltrou-se nos sistema de ar-condicionado, nada podia ser visto além de 500 metros de distância.

Agencia Estado,

10 de agosto de 2005 | 14h29

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