Andrew Harnik/AP
Andrew Harnik/AP

Estados Unidos aprovam primeira pílula digital rastreável

Medicamento conta com um sensor que permite aos médicos controlarem se os pacientes tomam seus remédios corretamente

O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2017 | 17h59

WASHINGTON - A Administração de Remédios e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos aprovou, pela primeira vez na história, uma pílula digital rastreável nesta terça-feira, 14. O medicamento conta com um sensor interno que permite aos médicos controlarem se os pacientes tomam seus remédios de maneira correta. Através de um aplicativo, parentes também poderão acompanhar como está sendo administrada a posologia.

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O rastreamento é feito por uma espécie de adesivo, que é colado no corpo, e que detecta a ingestão da pílula - que conta com um sensor feito de materiais encontrados em uma comida "normal". De lá, os dados vão para o app, como o horário e data em que foi tomado e algumas informações sobre a atividade fisiológica. 

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A liberação do primeiro remédio aplica-se ao aripiprazol, um antipsicótico usado no tratamento de distúrbios mentais, como transtornos de personalidade, depressão e esquizofrenia.

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No entanto, a autorização está levantando um debate ético nos Estados Unidos, já que pode invadir a privacidade e o direito que as pessoas têm de optar ou não por um tratamento. A FDA alega que a medida vai economizar milhões de dólares por ano com pessoas que precisam de um tratamento extra para compensar as falhas ao tomar os medicamentos. /ANSA

 

 

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