Estudante encontra fóssil de dinossauro de 14 metros no Níger

Animal media cerca de 14 metros de comprimento e foi identificado como 'Carcharodontosaurus iguidensis'

Efe,

12 de dezembro de 2007 | 04h44

Um estudante inglês descobriu no Níger os restos fossilizados mais completos de um dinossauro carnívoro. Ele media cerca de 14 metros de comprimento e tinha dentes do tamanho de uma banana, revelou nesta terça-feira, 11, a revista Vertebrate Paleontology. Segundo o relatório, o dinossauro, cuja cabeça media quase dois metros, foi identificado como "Carcharodontosaurus iguidensis", uma nova espécie. Os fósseis foram descobertos em 1997 no Níger por Steve Brusatte, um estudante da Universidade de Bristol. Ele participava de uma expedição dirigida pelo paleontólogo Paul Sereno, da Universidade de Chicago, autor do relatório. Os restos do dinossauro incluem várias peças do crânio, partes do focinho, a mandíbula inferior e o pescoço. A descoberta demonstra que os terópodos, dinossauros bípedes e carnívoros, povoavam a África há 95 milhões de anos. Na realidade os primeiros restos de um "Carcharodontosaurus" haviam sido descobertos na década de 1920. Mas foram apenas dois dentes, que desapareceram. Uma década depois foram achados outros restos do animal no Egito, destruídos quando os aviões aliados bombardearam Munique (Alemanha) durante a Segunda Guerra Mundial. Outros fósseis menores do dinossauro foram achados no Saara marroquino anos depois. Mas os novos fósseis são de outra região da África e mostram muitas diferenças com os anteriores. Por isso, Brusatte identificou o animal como uma nova espécie. "O mundo de 95 milhões de anos atrás registrava altos níveis marítimos e um dos climas mais quentes da história da Terra", disse Brusatte no relatório. "Aparentemente os mares separaram o Marrocos do Níger, o que teria promovido uma evolução diferente das espécies que viviam nessas regiões", acrescentou. "Isto tem implicações para o mundo atual, em que estão aumentando as temperaturas e os níveis marítimos. Ao estudar as mudanças desses ecossistemas poderíamos compreender como se modifica o nosso mundo", comparou.

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