Estudante usa ondas cerebrais para atualizar o Twitter

Sistema criado nos EUA capta sinais do cérebro e os utiliza para controlar letras exibidas em uma tela

da Redação,

24 de abril de 2009 | 15h48

Em meados deste mês, Adam Wilson publicou uma atualização na rede social Twitter, apenas pensando em fazê-lo. Com 23 caracteres de extensão, a mensagem, "using EEG to send tweet," ("usando eletroencefalograma para enviar um piado") sugere um modo pelo qual pacientes com dificuldade de movimentação e comunicação poderiam usar uma interface entre cérebro e computador.

 

video Assista a vídeo do processo

 

Estudante de engenharia biomédica na Universidade de Wisconsin-Madison, Wilson dedica-se a aperfeiçoar um sistema de computação para ser usado por pessoas cujos corpos não funcionam, como pacientes de esclerose lateral amiotrófica, a doença que aflige o físico britânico Stephen Hawking.

 

Em colaboração com colegas, Wilson passou a desenvolver uma interface baseada na relação entre atividade cerebral e mudanças observadas em uma tela, onde piscam as letras do alfabeto. Eletrodos, como os usados em um eletroencefalograma, registram a variação na atividade do cérebro quando o usuário fixa sua atenção em uma letra específica.

 

Em fevereiro, pesquisadores italianos haviam apresentado uma cadeira de rodas inteligente, capaz de se mover dentro da casa do usuário de acordo com seus impulsos cerebrais.

 

A cadeira de rodas motorizada é equipada com dois computadores de bordo, que analisam as ondas cerebrais e orientam o movimento, com o auxílio de câmeras e dispositivos espalhados pela casa.

 

Os pesquisadores acreditam que a cadeira, que poderá ser usada por pessoas com diferentes graus de deficiência física e dificuldades de movimento, possa chegar ao mercado entre cinco a 10 anos.

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