Estudantes de S. José dos Campos criam fumacê manual

Depois de dois meses de estudos, testes e uma dose de criatividade, seis estudantes de baixa renda do Centro Profissionalizante Hélio Augusto de Souza, de São José dos Campos, inventaram um novo equipamento para ajudar no combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti.Orientados pelo professor de mecânica de aviões Marco Aurélio Alves, os estudantes criaram o ?caça-dengue?, um equipamento manual de 40 cm de altura, capaz de pulverizar inseticida em áreas pequenas.?O equipamento serve para pulverizar áreas a que o caminhão fumacê da Sucen não tem acesso, como favelas, condomínios, terrenos?, afirma Alves. De acordo com o professor, o produto acaba sendo mais econômico e ecológico, já que não precisa de combustível para funcionar e pode ser aplicado em lugares direcionados.O caça-dengue foi confeccionado com tecnologia aeronáutica, a partir do bico injetor de combustível da turbina do avião Bandeirantes. ?Procuramos os bicos injetores nas oficinas da Força Aérea Brasileira, que nos doou?, disse o professor.Segundo o professor, essas peças não podem ser reutilizadas depois que apresentam defeitos nos aviões, mas servem para ser recicladas. ?E foi isso que fizemos, inventamos um novo produto a partir de uma peça que, quebrada, não teria mais utilidade na aeronave.?O produto, orçado em 400 reais, não será vendido por enquanto. A intenção dos estudantes é abrir uma empresa de prestação de serviços em São José dos Campos que faria a aplicação de inseticidas que combatem o Aedes aegypti em condomínios e áreas aonde não chega o caminhão fumacê.Para isso, eles serão treinados por profissionais da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias). Apesar do nome caça-dengue, o equipamento, segundo seus inventores, também pode eliminar pernilongos e outros insetos, já que lança um jato de 15 metros de altura.

Agencia Estado,

22 de novembro de 2002 | 19h12

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