Estudantes pesquisam o fim dos efeitos da quimioterapia

Dois estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Ana Paula Favareto e Davi Pontes, desenvolveram um estudo para tentar reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia. Segundo os experimentos iniciais, as células do testículo de ratos foram preservadas dos efeitos nocivos do tratamento.O resultado foi obtido graças a uma interação entre o lipossoma Dipalmitoil Fosfatil Colina (DPPC) e o agente anti-tumoral Cisplatina (CPL), utilizado na quimioterapia e responsável pelos efeitos colaterais do tratamento. Segundo a orientadora da pesquisa, Isabel Camargo, o lipossoma age como se fosse uma membrana biológica. "Nós acreditamos que ele forme uma barreira impedindo a ação da droga sobre as células germinativas do testículo", disse ao estadao.com.br.Segundo ela, os animais que receberam apenas a Cisplatina tiveram a estrutura testicular destruída. Já quando a droga foi incorporada ao lipossoma, o órgão ficou perfeito. Isabel informou que no segundo semestre a experiência poderá ser testada em outros animais. Caso a Unesp consiga parcerias, podem surgir os primeiros testes com seres humanos. Os principais efeitos da quimioterapia nos seres humanos são a infertilidade e lesões nos rins.

Agencia Estado,

14 de março de 2005 | 16h10

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