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Estudo identifica mecanismo de tolerância ao álcool

Usando camundongos geneticamente modificados, pesquisadores da Universidade da Califórnia identificaram um mecanismo bioquímico específico pelo qual o álcool se torna mais ou menos intoxicante no cérebro.Os efeitos são mediados pela adenosina, um neurotransmissor que regula a tolerância e, conseqüentemente, pode influenciar na dependência. Quanto maior a ação da adenosina no cérebro, pior e mais rápida é a sensação de intoxicação. E vice-versa.Os cientistas produziram camundongos com um gene desligado, que reduziu a quantidade de adenosina disponível no cérebro. Com isso, os animais tornaram-se mais tolerantes ao álcool e passaram a beber mais, dando indícios de dependência.DependênciaAbre-se, portanto, a possibilidade de usar a adenosina como base para novos tratamentos contra o alcoolismo.O novo estudo, publicado na revista Nature Neuroscience, revela uma peça importante desse quebra-cabeça de genes, moléculas, processos e comportamentos. Indica que pessoas com menos adenosina são mais tolerantes à bebida."Elas sentem apenas os efeitos positivos do álcool e, por isso, têm mais risco para a dependência."Segundo o coordenador da pesquisa, Robert Messing, é muito provável que os efeitos observados no camundongos ocorram também no homem. "Mas é algo que ainda precisa ser estudado.""Dizer que o alcoolismo tem uma base genética é algo muito vago. Precisamos saber exatamente qual é o perfil biológico cerebral que facilita ou protege contra a dependência", explica Ronaldo Laranjeira, professor de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Agencia Estado,

20 de julho de 2004 | 12h20

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