Estudo liga antidepressivo a suicídios

O Seroxat, um dos antidepressivos mais consumidos no mundo, produzido pela GlaxoSmithKline, aumentaria a propensão ao suicídio dos pacientes, de acordo com um estudo publicado na imprensa especializada britânica, divulgado nesta segunda-feira pelo jornal The Times. O estudo é da Universidade de Oslo, publicado na revista médica britânica "BMC Medicine",De acordo com o estudo, o Seroxat pode estar ligado a um aumento de pensamentos suicidas em adultos. O mesmo efeito em crianças e adolescentes levou EUA e Europa a limitarem sua prescrição.O grupo, da Universidade de Oslo, revisou 16 testes feitos com o Seroxat (Paxil nos EUA e Aropax no Brasil), envolvendo mais de 1.500 pacientes. Sete entre os que tomaram o remédio tentaram se matar, em comparação com um caso entre os que tomaram um placebo (substância inócua).Pensamentos suicidas também foram verificados em uma relação de três pacientes para um. Os resultados foram publicados no periódico científico BMC Medicine.O Seroxat, composto de paroxetina, faz parte de uma classe chamada inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS). O representante mais famoso é o Prozac.

Agencia Estado,

22 de agosto de 2005 | 03h31

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