Estudo mostra contaminação de linhas de células-tronco

As linhas de células-tronco embrionárias disponíveis para pesquisa nos Estados Unidos estão contaminadas por moléculas não-humanas presentes no meio de cultura, segundo um estudo publicado na revista Nature Medicine. Isso pode inviabilizar sua aplicação terapêutica.As células são cultivadas em materiais derivados de outros animais, como tecido conjuntivo embrionário de camundongos e soro de feto bovino. O estudo identificou a presença de uma molécula de ácido siálico de origem animal, chamada Neu5Gc.Estudos anteriores mostraram que o ser humano pode ter fortes reações de anticorpos contra este ácido de origem animal. A alternativa seria cultivar as células em soro de origem humana, disse o pesquisador Ajit Varki, que liderou o estudo.De qualquer forma, o estudo serviu para elevar as críticas ao governo conservador de George W. Bush, que limitou o financiamento federal às pesquisas com células-tronco de embriões humanos, atendendo à pressão de grupos religiosos contrários a qualquer uso de embriões.Em meados do ano passado, metade do Senado americano subscreveu um documento pedindo a Bush que liberalize a política para o setor, para que novas linhagens de células-tronco sejam produzidas. A notícia da contaminação das linhas disponíveis já começava a circular.James Battey, chefe da equipe de células-tronco do Instituto Nacional de Saúde, considerou o alerta importante e necessário, mas procurou não dar impulso à polêmica. Apenas sugeriu que as células-tronco sejam separadas do material de origem animal até que o ácido seja diluído.E argumentou: "Nós comemos produtos animais e bebemos leite o tempo todo, e recebemos esse ácido em nossas células, mas não estamos o tempo todo ficando doentes".   leia mais

Agencia Estado,

26 de janeiro de 2005 | 14h58

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