Estudo mostra impacto da degradação na saúde do brasileiro

A degradação ambiental tem impacto negativo direto na saúde e na qualidade de vida da população brasileira, segundo resultados preliminares de um relatório que será divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente na Cúpula Mundial de Desenvolvimento Sustentável, em Johannesburgo. O estudo, chamado de GEO Brasil, feito com a mesma metodologia do GEO Mundial (Perspectivas Globais para o Meio Ambiente, feito periodicamente pela ONU), é o mais completo levantamento já realizado sobre informações ambientais do País e servirá de base para políticas públicas e futuros estudos sobre o tema. A pesquisa mostra que, na década de 90, em São Paulo, houve um aumento de 30% do número de mortes por doenças respiratórias em crianças de até 5 anos. Cerca de 10% das internações por doenças respiratórias estão relacionadas com elevadas concentrações de poluição. O texto menciona três regiões metropolitanas que têm índices de qualidade de ar bem acima dos níveis aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde (OMS): Grande São Paulo, Cubatão e Grande Rio. O texto cita também os problemas enfrentados pelas inundações. Apenas em 2000, cerca de 1,7 milhão de brasileiros foram afetados pelas enchentes. O relatório menciona ainda uma média de 50 mortes por ano, na década de 90, por causa de deslizamentos.

Agencia Estado,

25 de junho de 2002 | 10h18

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