Estudo pioneiro tenta preservar lobo-guará

Um estudo pioneiro sobre o lobo-guará reúne, desde janeiro, pesquisadores de sete instituições nacionais para preservar este carnívoro do cerrado ameaçado de extinção. O plano foi proposto ao Ministério do Meio Ambiente pela Associação para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais (Pró-Carnívoros). Segundo Flávio Henrique Guimarães Rodrigues, do Pró-Carnívoros, o programa terá quatro anos em sua primeira fase e prevê a criação de um banco de sêmen, para evitar o cruzamento entre parentes e desenvolver um programa de inseminação artificial onde for necessário.A maior parte dos trabalhos será desenvolvida no Parque Nacional da Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais. O local é considerado o de maior ocorrência de lobos-guará no País.Uma das propostas é estimar a população da espécie na Canastra e, a partir daí, chegar a um total nacional. Um animal foi capturado e recebeu uma coleira com radiotransmissor. A idéia é monitorar, via satélite, pelo menos 30 lobos.Guimarães diz que a redução acelerada de áreas do cerrado, para dar lugar a pastagens e lavouras, é o principal fator de "declínio" da espécie. Um dos maiores desafios é convencer as comunidades sobre a importância da preservação.Por ser um animal dócil, que se aproxima facilmente do homem, o lobo-guará se torna muitas vezes presa fácil. Atraído por comida acaba deixando de lado o seu instinto natural. "É um animal tímido, curioso, por isso chega perto das pessoas."

Agencia Estado,

09 de março de 2004 | 03h15

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