Estudo reafirma que acelerador de partículas LHC é seguro

O objetivo do LHC é produzir colisões de partículas elementares a velocidades muito próximas à da luz

da Redação,

05 de setembro de 2008 | 16h03

Estudo publicado na revista científica Journal of Physics G: Nuclear and Particle Physics reafirma que a ativação do Grande Colisor de Hádrons (LHC), o gigantesco acelerador de partículas do  Laboratório Europeu para a Física Nuclear (Cern) é seguro. O LHC deverá ser ativado no próximo dia 10.  No final de agosto, um grupo de cientistas apresentou uma denúncia no Tribunal Europeu de Direitos Humanos, em Estrasburgo, para que não se permita o funcionamento do acelerador, devido ao perigo de que a experiência gere buracos negros.   Veja também:  Cientistas criam rap para explicar o Grande Colisor de Hádrons  Terminam os últimos testes do Grande Colisor de Hádrons  Acelerador de partículas será testado em setembro  LHC não vai destruir a Terra, conclui relatório de segurança  Cientistas querem proibir simulação do 'Big Bang'    O objetivo do LHC é produzir colisões de partículas a velocidades muito próximas à da luz, gerando versões em miniatura das condições que devem ter existidos frações de segundo após o Big Bang. O estudo dessas colisões poderá ajudar a resolver vários enigmas da física contemporânea.   Nota distribuída pelo Cern a respeito do novo estudo reafirma que "a segurança foi parte integral do projeto desde sua concepção, em 1994".   Relatórios anteriores sobre a segurança do experimento apontaram que as energias geradas pelo colisor são encontradas na natureza - por exemplo, em colisões envolvendo raios cósmicos - e que resultados catastróficos nunca foram observados.   Além disso, dizem, as mesmas teorias que prevêem a criação de buracos negros no colisor também prevêem que esses buracos irão desaparecer imediatamente.   "A revisão de segurança do LHC mostrou que O LHC é perfeitamente seguro", disse Jon Engelen, principal executivo científico do projeto. "Ela indica que a natureza já conduziu o equivalente a uma centena de programas experimentais de LHC na Terra, e o planeta ainda existe".

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