Estudo reforça ancestralidade comum entre homem e macaco

Pesquisa constatou que humanos e chimpanzés ativam a mesma área cerebral quando se comunicam

Efe,

28 de fevereiro de 2008 | 14h39

A região do cérebro encarregada da comunicação, tanto a falada quanto a de sinais, é a mesma nos humanos e nos chimpanzés, informou um estudo publicado nesta quinta-feira, 28, na revista digital Current Biology. A constatação reforça a teoria, comprovada geneticamente, de que ambos têm origem em um ancestral comum.   "O comportamento comunicativo do chimpanzé tem muitas características semelhantes à linguagem humana", afirma Jared Taglialatela, do Centro Nacional de Pesquisa de Primatas de Yerkes, em Atlanta, membro da equipe que realizou o estudo.   A pesquisa "sugere que as bases neurológicas da linguagem humana já estavam presentes no ancestral comum do homem e do chimpanzé", acrescentou o cientista.   A equipe de pesquisadores identificou a área de broca, parte da região cerebral conhecida como giro frontal inferior, no lado esquerdo, como um dos sistemas neuronais que são ativados quando o ser humano se prepara para dizer algo e quando fala ou gesticula.   "Antes não sabíamos se outros primatas, e principalmente nosso mais próximo parente vivo, o chimpanzé, possuía uma região cerebral comparável, relacionada à produção de seus próprios sinais de comunicação", disse Taglialatela.   Para o estudo, os pesquisadores submeteram três chimpanzés a uma tomografia computadorizada do cérebro enquanto estes gesticulavam e chamavam uma pessoa, pedindo que levasse comida. Os animais chimpanzés mostraram uma ativação da área de broca e outras regiões envolvidas na comunicação humana.   Os pesquisadores interpretam o resultado como a prova de que os chimpanzés têm um cérebro preparado para a linguagem, embora admitam que "é possível argumentar que, como os símios nasceram em cativeiro e produziram sinais que não são comuns quando estão em liberdade, a aprendizagem destes induziu a ativação cerebral que vemos."

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