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Estudo reforça ligação entre hormônios e câncer de mama

Pílulas de estrogênio-progesterona podem causar uma forma agressiva de câncer de mama e dificultar a descoberta do tumor num estágio em que seja mais fácil curá-lo, diz uma das análises mais completas já realizadas sobre o tema. O estudo se incorpora a uma série de más notícias sobre os hormônios tomados por milhões de mulheres após a menopausa. ?Tenho a esperança de que elas mudem de idéia?, disse a doutora Susan Hendrix, da Wayne State University, em Detroit, co-autora da pesquisa. ?Temos de achar um meio melhor de ajudar as mulheres a lidar com a menopausa?.Pesquisas anteriores sugeriram que os tumores poderiam ser menos agressivos nas mulheres que tomavam os hormônios; outros mostravam o contrário. Algumas pesquisas também sugeriam que os hormônios mudavam a textura do tecido do seio, tornando a detecção da doença mais difícil.Para responder a essas perguntas, os pesquisadores avaliaram com mais cuidado os dados da pesquisa Iniciativa pela Saúde da Mulher, um estudo histórico realizado pelo governo dos Estados Unidos, e que foi interrompido depois que se descobriu, no ano passado, que as pílulas de estrogênio-progesterona aumentam o risco de ataque cardíaco, derrames e câncer de mama.Embora as descobertas de 2002 tenham levado muitas mulheres a parar de tomar hormônios, estima-se que 3 milhões ainda os utilizem para aliviar sintomas da menopausa. A descoberta mais recente será publicada na edição de quarta-feira do Journal of the American Medical Association.A análise recente envolveu 16.608 mulheres, com idade entre 50 e 79 anos, que tomaram ou a combinação de hormônios ou pílulas inertes, por uma média de cinco anos. Até janeiro de 2003, câncer de mama havia surgido em 245 das mulheres que tomaram os hormônios, e em 185 das que tomaram as pílulas de placebo. Das mulheres doentes, as que tomaram hormônios tiveram os tumores detectados com nódulos já de 1,7 centímetro; nas que tomaram pílulas inertes, o tumor foi detectado com 1,5 centímetro.Das mulheres em tratamento com hormônio, o tumor havia começado a se espalhar em 25,4% dos casos; das mulheres com placebo, em 16%. Segundo os pesquisadores, isso mostra que os tumores crescem mais rápido e evitam detecção por mais tempo nas mulheres sob tratamento.

Agencia Estado,

24 de junho de 2003 | 18h33

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