Estudo revela que plantar floresta não é boa solução

Em tempos em que a palavra aquecimento global anda superutilizada, um estudo apresentado esta semana nos Estados Unidos, no encontro da União Geofísica Norte-Americana, coloca mais complexidade na discussão. Ao contrário do que receitam as cartilhas ambientais para mitigar o aumento das temperaturas no planeta, plantar florestas pode não ser uma boa solução.Conforme aponta o estudo realizado por pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Livermore e do Instituto Carnegie, no médio prazo grandes florestas plantadas principalmente nas zonas temperadas do mundo vão mais atrapalhar do que ajudar a diminuir as temperaturas. Os modelos climáticos obtidos indicam que tais florestas, por absorverem muita luz solar devido a suas cores escuras, vão esquentar a Terra.No curto prazo, enquanto as árvores plantadas crescem, continua valendo a tese de que isso é benéfico para, por exemplo, aumentar a quantidade de carbono seqüestrado da atmosfera. O estudo afirma que, no período de alguns séculos, florestas plantadas no intervalo de 30 graus a 50 graus de latitude poderá, em nível regional, aumentar os termômetros em até 4,8 graus Celsius.Regiões próximas ao EquadorA conclusão do estudo, que sinaliza um efeito benéfico do plantio de árvores no espaço de décadas, mas um problema grave quando a escala de tempo aumenta, aponta para um caminho totalmente diferente quando as latitudes estudadas estão mais próximas ao Equador. O diagnóstico tanto a curto como a longo prazo são, nesse caso, idênticos.Segundo a modelagem, para as florestas tropicais, o benefício será sempre o mesmo. Além de seqüestrar carbono, elas não contribuem para o aumento das temperaturas por causa das altas taxas de evaporação. A preservação dessa regiões, então, é cada vez mais fundamental, defendem os cientistas.As informações são da Agência FAPESP.

Agencia Estado,

11 de dezembro de 2005 | 13h50

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