Estudo salienta necessidade de mais doações de rins no mundo

Estima-se que 27 mil transplantes renais intervivos ocorram anualmente no mundo, ou 39% do total

REUTERS

18 de fevereiro de 2009 | 18h58

Os transplantes de rins entre vivos cresceram no mundo todo na última década, mas ainda é preciso aumentar o reaproveitamento de órgãos de pessoas recém-falecidas, disseram pesquisadores na quarta-feira, 18.       Especial: cresce o número de transplantes no PaísEstima-se que 27 mil transplantes renais intervivos ocorram anualmente no mundo, o que representa 39%  de todos os transplantes. Os países onde isso mais ocorre são Estados Unidos, Brasil, Irã, México e Japão. "Nosso estudo mostra que as taxas de transplantes renais entre doadores vivos cresceram consistentemente na maioria das regiões do mundo, aumentando sua significância global como opção de tratamento para a insuficiência renal", escreveram os pesquisadores na publicação Kidney International, da revista Nature. Eles salientaram que há também um aumento mundial das doenças renais que exigem transplantes, como consequência do envelhecimento da população e de dietas nocivas, que levam a doenças como diabetes. A pesquisadora Lucy Horvat e seus colegas da Universidade do Oeste de Ontário (Canadá) disseram que entender quem doa em diferentes países e por quê pode ajudar as autoridades a encontrarem formas de estimular a doação de órgãos. "Este é o primeiro relatório abrangente desse tipo, e enfatiza a crescente significância da doação de rins entre vivos no mundo inteiro", disse Horvat por telefone. Um transplante pode livrar o paciente da hemodiálise e devolvê-lo a uma vida normal, mas a falta de doadores mortos faz com que a pessoa tenha de buscar doações de um amigo ou parente vivo, segundo Horvat. O grupo dela analisou dados de 69 países, e estimou que em mais de metade deles as doações de rins entre vivos cresceu pelo menos 50% na última década. Os pesquisadores disseram que a Arábia Saudita tem a maior taxa de doações de rins entre vivos, e que na maioria dos casos o doador não é parente do paciente. O Irã aparece em terceiro. Ali não há lista de espera, em parte graças ao polêmico sistema pelo qual os pacientes podem pagar por rins doados. Os pesquisadores levaram em conta apenas as doações legais entre vivos, e disseram que o número real deve ser maior. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 10% de todos os transplantes de órgãos no mundo envolva transplantes inaceitáveis ou ilegais.

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