Estudo sugere uso de anticorpos contra Alzheimer

Pesquisadores norte-americanos do Hospital Presbiteriano de Nova York e do Centro Médico de Cornell confiam no desenvolvimento de um novo tratamento contra a Doença de Alzheimer a partir de anticorpos que atacariam a proteína responsável pela degeneração neurológica.O tratamento ainda está em fase de pesquisa e envolve o uso de imunoglobulina intravenosa (IVIg). Só foi testado em um reduzido número de pacientes e ainda levará algum tempo para ter seus resultados avaliados.Durante uma reunião da Academia Americana de Neurologia, em Miami, os cientistas disseram na terça-feira que a presença de anticorpos poderia demorar ou inclusive deter totalmente o avanço da doença.O tratamento com IVIg, com alta concentração de anticorpos e aprovado pelo governo federal para o tratamento de diversas doenças imunológicas, não tinha sido utilizado em pacientes com Alzheimer.Em uma etapa inicial, oito pacientes receberam o tratamento com IVIg por seis meses, sendo então submetidos a testes sobre suas funções cognitivas. Os resultados preliminares sugerem que as funções cognitivas se mantiveram estáveis - ou seja, sem piorar - em sete dos pacientes."Se conseguirmos confirmar estes resultados em testes controlados e maiores, poderíamos estar diante de um tratamento seguro capaz deeliminar as proteínas amilóides", que são consideradas as responsáveis pela doença, disse Marc Weksler, que dirigiu o estudo.Aparentemente, a proteína em questão, do tipo beta-amilóide, ataca as células cerebrais. Os anticorpos, como em qualquer outradoença, poderiam ser orientados a atacar e eliminar esta proteína.

Agencia Estado,

13 de abril de 2005 | 13h03

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