EUA aprovam alimentos tirados de animais clonados

A agência reguladora FDA confirmou uma decisão tomada anteriormente em caráter preliminar

REUTERS

15 de janeiro de 2008 | 15h18

A agência responsável por controlar os alimentos e remédios nos Estados Unidos, FDA, decidiu que os produtos derivados de certos animais clonados e dos filhotes deles são tão seguros quanto quaisquer outros. A decisão abre as portas para o uso da polêmica tecnologia na cadeia de distribuição de alimentos dos EUA. Na avaliação de risco sobre a clonagem divulgada na terça-feira, a FDA confirmou uma decisão tomada anteriormente em caráter preliminar. "Análises amplas com os dados disponíveis não identificaram qualquer risco subliminar indicando problemas relativos ao consumo de alimentos retirados de vacas, porcos ou cabras clonados e saudáveis", escreveu a agência. A FDA afirmou, porém, não ter uma quantidade suficiente de informações para realizar uma avaliação do tipo a respeito das ovelhas. A decisão da agência conclui um debate de vários anos sobre a tecnologia da clonagem, cujos defensores apontam como uma eventual fonte de produtos de alta qualidade para os consumidores ao permitir a cópia do material genético de animais premiados e a reprodução deles. A indústria da clonagem, composta atualmente por apenas algumas empresas, prevê que os filhotes de animais clonados, e não os próprios animais, é que forneceriam o leite ou a carne aos consumidores norte-americanos. Atualmente, há 570 animais clonados nos EUA, mas até agora o setor observou um veto voluntário quanto a produzir alimentos a partir daqueles animais. Seriam necessários quatro ou cinco anos antes de os consumidores norte-americanos serem capazes de comprar produtos derivados de animais clonados. Apesar de a ciência parecer ter ficado ao lado da indústria da clonagem, a tecnologia continua sendo polêmica, mesmo dentro do setor agrícola. Algumas empresas de laticínio opõem-se à clonagem, apostando que os consumidores rejeitarão produtos ligados à tecnologia. Outros acreditam que mais estudos são necessários para garantir a segurança da clonagem. E há os que se opõem à tecnologia por motivos religiosos ou morais. Na semana passada, a Autoridade Européia de Segurança dos Alimentos divulgou uma decisão provisória sobre os produtos derivados de animais clonados e dos filhotes deles. Segundo a entidade, é improvável haver qualquer diferença entre esses alimentos e os retirados de animais criados com os métodos tradicionais. (Reportagem de Missy Ryan)

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