EUA e China discutem mudança climática secretamente

Participantes acreditam que reunião poderá assentar acordo bilateral contra aqucimento antes do final de 2009

Efe,

19 de maio de 2009 | 16h03

Um grupo de importantes políticos americanos mantiveram conversas na China sobre a mudança climática nos últimos meses do Governo do ex-presidente George W. Bush, revela nesta terça-feira, 19, o diário britânico The Guardian.

 

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A visita à China, da qual participaram pessoas que ocupam hoje cargos no Governo de Barack Obama, como John Holdren, principal assessor científico do atual presidente democrata, produziu uma minuta de documento em março, apenas dois meses depois de ele chegar à Casa Branca.

 

Embora o memorando de entendimento não tenha sido assinado, os participantes da abertura desse canal de comunicação entre Washington e Pequim acreditam que ele poderá assentar a base de um acordo bilateral contra a mudança climática antes do final deste ano.

 

"Tenho a sensação de que trabalhamos para conseguir algo ainda este ano. Será algo sério, substantivo e vai se transformar em realidade", afirma Bill Chandler, diretor do programa de energia e clima do Carnegie Endowment for International Peace, um dos impulsores dessas negociações.

 

Segundo o Guardian, essas conversas secretas indicam que os assessores de Obama estavam decididos desde o começo a conseguir um acordo global para a redução das emissões de gás estufa em dezembro, na crucial reunião da ONU em Copenhague.

 

"Estados Unidos e China são dois dos países que o mundo culpa de não fazer nada (contra a mudança climática), mas têm algo melhor a contar", declarou ao jornal Terry Tamminen, que participou dessas conversas e é assessor de meio ambiente do governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.

 

Segundo o diário britânico, os contatos entre Pequim e Washington começaram em 2007.

 

Na ocasião, o vice-presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Xie Zhenhua, deu o primeiro passo ao expressar interesse em colaborar com os EUA para a captura e o armazenamento de CO2 e outras tecnologias.

 

Na segunda viagem à China, os americanos elaboraram um memorando de três pontos no qual utilizariam as tecnologias existentes para conseguir uma redução de 20% nas emissões de CO2 para 2010, e os dois países cooperariam em novas tecnologias para capturar e armazenar carbono e para fabricar automóveis menos poluentes.

 

Além disso, Washington e Pequim assinariam um acordo sobre mudança climática em Copenhague.

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