EUA estudam DNA de girassol para desenvolver fonte de etanol

Pesquisa por planta híbrida que seja boa fonte de biocombustível une ainda canadenses e franceses

Associated Press,

22 Janeiro 2010 | 14h50

Um projeto de pesquisa de US$ 10,5 milhões com o objetivo de mapear o DNA do girassol poderá, um dia, gerar uma nova variedade capaz de produzir alimento e combustível.

 

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Pesquisadores visualizam cruzamentos do girassol comum com uma variedade texana, a silverleaf, para produzir um híbrido com flores cheias de sementes comestíveis e caules grossos recheados de açúcares que possam ser convertidos em etanol.

 

A silverleaf, uma variedade silvestre, tem caules que parecem madeira e pode crescer a até 3 metros de altura e 12 centímetros de diâmetro.

 

"Uma vez que se trata do parente mais próximo do girassol de cultivo, deve talvez ser bem fácil transferir algumas das características", disse a botânica Loren Rieseberg, da Universidade de Colúmbia Britânica, que lidera o projeto de sequenciamento do DNA.

 

O projeto Genoma do Girassol é financiado por fontes canadenses, francesas e dos Estados Unidos, incluindo o Departamento de Agricultura e o Departamento de Energia do governo federal americano.

 

A meta é localizar os genes responsáveis por características importantes para a agricultura, como conteúdo de óleo das sementes e tolerância à seca e a pragas. Os participantes pretendem mapear o genoma de toda a família dos girassóis, conhecida como Compositae, e que inclui mais de 24 mil espécies, incluindo alcachofras, alfaces, margaridas, dentes-de-leão.

 

Cientistas esperam, dentro de quatro anos, ter a capacidade de desenvolver um programa de cultivo no qual a compreensão dos genes da planta reduza dramaticamente o tempo necessário para desenvolver híbridos.

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