EUA evitam apoiar proposta de fim do uso dos HFCs

Governo Obama reconhece o risco das substâncias, mas prefere reservar negociação para mais tarde

Associated Press,

04 de maio de 2009 | 19h24

O governo dos Estados Unidos referiu-se aos hidrofluorcarbonos, largamente utilizados em refrigeradores e condicionadores de ar, como uma ameaça "muito significativa" à estabilidade do clima, e expressou preferência por reduzir drasticamente o uso desses gases, conhecidos como HFCs, e cuja utilização é promovida por um acordo da ONU para a preservação da camada de ozônio.

 

Mas uma alta figura do Departamento de Estado não chegou a apoiar uma proposta feita pelas nações insulares de Micronésia e Maurício, que pretendiam alterar o acordo de proteção do ozônio, o chamado Protocolo de Montreal, para prever um corte de 90% no uso de HFCs até 2030.

 

O tratado promove o uso dos HFCs, que são potentes causadores do efeito estufa, mas que não agridem a camada de ozônio, que protege a Terra dos raios ultravioleta do Sol. Os HFCs foram adotados em substituição aos CFCs, que atacam o ozônio da atmosfera e cujo uso já foi praticamente erradicado.

Micronésia e Maurício queriam incluir o fim do uso dos HFCs na revisão do acordo de Montreal, prevista para novembro.

 

Autoridades no Departamento de Estado, na Agência de Proteção Ambiental e no Departamento de Defesa haviam apoiado uma redução dos HFCs, mas a ideia encontrou resistência na Casa Branca, onde o governo procura reunir forças para negociar o tratado que sucederá o Protocolo  de Kyoto, contra a mudança climática.

 

Os EUA ficaram sem tempo "para completar a análise necessária para compreender os impactos potenciais de tal abordagem ou considerar como uma emenda ao Protocolo de Montreal para tratar dos HFCs iria afetar as negociações... para o período pós-2012", quando vence o Protocolo de Kyoto.

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