EUA liberam fundos de pesquisas com células-tronco

Presidente Barack Obama já havia cancelado uma restrição para este tipo de estudo no começo do ano

Efe

02 Dezembro 2009 | 17h46

O governo americano aprovou nesta quarta, 2, pela primeira vez o uso de fundos federais para experimentos com células-tronco de embriões humanos, em uma mudança de postura em relação à administração anterior, neste controverso campo que é a pesquisa biomédica.

 

A rede de Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla m inglês) autorizou o uso de 11 linhas de crédito para pesquisa com células-tronco produzidas por cientistas em Boston, e duas linhas criadas para pesquisadores da Universidade Rockfeller, em Nova York.

 

Todas as células foram obtidas de embriões abandonados por casais nas clínicas para tratamento de infertilidade. Nos Estados Unidos há aproximadamente meio milhão de embriões congelados que provêm de clínicas de fertilização artificial. Em sua grande maioria, sendo usadas ou não para pesquisa, estes embriões acabam sendo destruídos.

 

"Esta é uma mudança real", disse o diretor da NIH, Francis Collins. "Este é o início do que será uma leva muito maior, que permitirá que a comunidade científica explore o potencial da pesquisa sobre as células-tronco de embriões".

 

No começo de março, o presidente Barack Obama cancelou uma restrição imposta em 2001 por seu antecessor, George W. Bush, que limitava o financiamento federal para as pesquisas com células-tronco às 21 linhas obtidas até aquela data.

 

As células-tronco têm a capacidade de se modificar em diferentes tipos de tecido, e os cientistas acreditam que seu estudo e emprego permitirá o tratamento de doenças como o mal de Alzheimer.

 

As restrições impostas pelo governo de Bush responderam aos argumentos de grupos religiosos e conservadores que objetam ao uso de embriões para a "colheita" das células-tronco.

 

A restrição vigente durante o governo Bush foi mais um incômodo do que um obstáculo para as pesquisas das células-tronco nos Estados Unidos, visto que o setor privado continuou com os estudos, mesmo sem o apoio dos fundos federais.

 

Um dos efeitos práticos da restrição foi que as instituições que receberam financiamento federam separaram seus laboratórios, pessoal e protocolos, a fim de que as áreas que lidam com células-tronco trabalhem com recursos do governo.

 

Sem embargo, em quase meia dúzia de estados no país serão aprovadas leis que permitem o financiamento estatal de outras linhas de pesquisa do tipo.

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